No último dia 9 de novembro (segunda-feira), membros da Diretoria Executiva, Conselheiros e Colaboradores da Associação de Engenheiros e Arquitetos do Guarujá (AEAGuarujá)visitaram as obras do Rodoanel, localizadas às margens da Represa Billings, no Município de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Através de uma apresentação áudio visual foi possível conhecer os estudos e detalhes construtivos das obras do Rodoanel.
Após as apresentações técnicas, o engenheiro William Henrique convidou a todos para percorrerem o Trecho 2 do Rodoanel em um ônibus da empresa. No local, foi possível constatar não só a preservação das belezas naturais ao longo da Represa Billings, como também todas as obras especiais, como drenagem, pontes, viadutos, terraplenagem, pavimentação, corte, aterro, entre outras.
Para o engenheiro Arthur Ferreira, a oportunidade de visitar essa obra é única. "Pudemos conhecer com maiores detalhes este magnífico empreendimento. Em nome da Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal da AEAGuarujá, gostaria de agradecer a DERSA, através da Sra. Miriam Flora - Assistente de Relações Públicas, ao Eng Pedro Paulo Dantas do Amaral Campos, coordenador do Programa e ao Consórcio Arco Sul, por essa oportunidade"
Sobre as obras
Consórcio Arco Sul - Consórcio Arco Sul, composto pela Construtora Norberto Odebrecht (60%) e a Constran - Construções e Comércio (40%) é responsável pelo Lote 2 do Trecho Sul do Rodoanel, com 6,9 km de extensão. O Consórcio Arco Sul está executando 25 obras de arte especiais, entre pontes (a maior delas terá 390 m de comprimento) e viadutos. Esse lote, orçado em R$ 515 milhões, inclui ainda 2,3 km de pistas na intersecção do Rodoanel com a Via Anchieta (uma das ligações São Paulo-Santos). O valor total do Trecho Sul, cujas obras foram divididas em cinco lotes, sob a responsabilidade de diferentes consórcios, chega a R$ 2,5 bilhões.
Rodoanel (Trecho Sul) - Fica em uma região urbana, de relevo acidentado, clima bastante úmido e em área de preservação e de mananciais. Unirá as rodovias Anchieta e Imigrantes, que ligam a capital paulista a Santos, onde está o maior porto do Brasil. Segundo a Dersa, o Rodoanel trará mais segurança para o trânsito da cidade de São Paulo, com a redução de 67% do risco de acidentes.
Flora e Fauna - No lote do Consórcio Arco Sul há muitos desafios a serem vencidos pelos técnicos e engenheiros: importantes áreas de mananciais e matas, com diversas espécies de aves, mamíferos e répteis. As diversas equipes terão de executar o grande volume de escavação previsto minimizando os danos à natureza. Serão escavados mais de 10 milhões de m³.
Como em praticamente todos os lotes haverá corte de árvores, o Plano Básico Ambiental prevê o replantio em uma área total equivalente a 1.017 hectares, a criação de dois parques na região (que somarão 600 ha) e a recuperação de um parque existente, o Pedroso, com mais 580 ha. Tudo para compensar a eliminação de 287 ha de vegetação.
Assim como a Dersa, o Consórcio Arco Sul terá uma equipe permanente para monitorar os trabalhos visando o cumprimento das normas de proteção ao meio ambiente. As medições (através das quais cliente e construtoras definem o valor do serviço prestado para acertar o pagamento) só poderão ser recebidas se a obra estiver em conformidade com as normas dos órgãos responsáveis pelo gerenciamento ambiental.
Antes do início do corte da vegetação, a equipe do Meio Ambiente e os biólogos do Instituto de Botânica de SP percorrem as áreas de supressão para identificar materiais de propagação (sementes e mudas) a serem utilizados nos trabalhos de revegetação. Este material é direcionado ao viveiro do Consórcio que abastece o Jardim Botânico, de onde saem as mudas para o plantio de áreas degradadas e plantios compensatórios. Para cada hectare de mata retirada são plantados 5 hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica. Ou seja, apenas no trecho Sul serão implantados e preservados 55,4 km2 de áreas verdes, o que equivale a 34 parques do Ibirapuera.
Os cuidados com os animais também são redobrados. Sempre que os encontram, os integrantes da obra são orientados a não capturá-los e a conduzi-los para dentro da mata. Os animais que necessitam de atendimento são levados à sala do veterinário do Arco Sul para depois serem devolvidos a seu hábitat ou encaminhados para tratamento em clínicas mais equipadas.
Fonte: AEAGuarujá




